sábado, 29 de janeiro de 2011

Ser professor

Ser professor

Ser professor é ser artista, malabarista, pintor, escultor, doutor, musicólogo, psicólogo...
É ser mãe, pai, irmã e avó, é ser palhaço, estilhaço, espantalho, bagaço...

É ser ciência, paciência... É ser informação, é ser ação. É ser bússola, é ser farol. É ser luz, é ser sol.
Incompreendido?... Muito. Defendido? Nunca.

O seu filho passou?... Claro é um gênio. Não passou?
O professor não ensinou. Ser professor...
É um vício ou vocação? É outra coisa...
É ter nas mãos o mundo de amanhã.

Amanhã  
Os alunos vão-se... E ele, o mestre, de mãos vazias, Fica com o coração partido.
Recebe novas turmas, Novos olhinhos ávidos de Cultura.
E ele, o professor, Vai despejando com toda a ternura, O saber, a orientação nas cabecinhas novas que  Amanhã.
Luzirão no firmamento da Pátria. Fica a saudade... A amizade.
O pagamento real? Só na eternidade.

Feliz dia do professor!

Não sei o que combina mais contigo: uma poesia, um livro, uma pintura.
Sinceramente fico pensando no que deve dar alegria a alguém que é objeto de alegria de tantos.
Na verdade, o professor de verdade, é aquele que prefere dividir o que possui, a ter somente para si.
O verdadeiro mestre sente-se feliz quando percebe que o caminho que ele abriu tem sido trilhado por muitos.
 O mestre tem a sua realização no aprendizado do pupilo, da passagem da experiência.
É por isso que meras palavras não podem recompensar a alguém que optou por esta carreira que muitas vezes é dolorosa e cheia de espinhos.
Chamo-te somente mestre, abnegado coração que se sensibiliza com os olhos sedentos por uma vida menos escura, mas cheia de luz.
E essa luz está em suas mãos, em seu coração, em seu olhar.
Que bom que existe um dia reservado só para você!
Obrigada por sua obstinação incontida, pois graças a ela, você nunca desiste.
Você é muito importante!
Feliz dia do professor!

Reflita - MENSAGEM

Reflita

Se você não puder ser um pinheiro no topo da colina, seja um arbusto no vale. Mas seja o melhor arbusto a margem do regato. Seja um ramo, se não puder ser uma árvore, se não puder ser um ramo, seja um pouco de relva e dê alegria a algum caminho. Se não puder ser sândalo, seja apenas uma violeta, mas seja uma violeta viva e real.
Não podemos ser todos capitães,
Temos que ser tripulação.
Há coisa para todos aqui;
E é a próxima, a tarefa que devemos compreender.
Se você não puder ser uma estrada,
Seja apenas uma senda.
Se você não puder ser o Sol,
Seja apenas uma estrela!
Não apenas pelo tamanho que terá êxito ou fracasso,
Mas seja o melhor no que quer que você faça!

Professor - MENSAGEM

Professor
Ao longo de tua caminhada
Tu guiaste nosso caminho...
Mostraste-nos a cada momento:
Compreensão, luta, paciência, inteligência e dedicação.
E diante disso carregamos juntos na bagagem da vida o ensinamento eterno.

Nesse dia especial desejo: sucesso e que a tua estrela continue brilhando...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Este ano será um sucesso se.../ Interpretação do Texto

Este ano será um sucesso se...

Este ano será um sucesso se...
Houver um sorriso de otimismo,
Um sonho de beleza em seu coração e
Poesia nas pequenas coisas:  
Na simplicidade da flor,
Na inocência das crianças,
No silencio anterior, na amizade, no momento presente,
Na oportunidade de ser bom, ser amigo e compreensivo,
Sensível  no sofrimento alheio,
Grato ao passado que lhe proporcionou experiências para o futuro.

Este ano será um sucesso se...
Você  for franco sem ferir,
Tiver fé em si, no próximo e em Deus e,
Acima de tudo, expressar o que pensa do outro
Com uma palavra de carinho, de apoio,
De  reconhecimento, de bondade e encorajamento.

Este ano será um sucesso se...
Você  souber vencer a preguiça, o orgulho, a indiferença ao  sofredor,
A tentação da riqueza, da intriga e da inveja, da intolerância ao  ignorante, ao que tem idéias diferentes das suas,
Ao menos inteligente, ao egoísta, ao mesquinho.

Este ano será um sucesso se...
Você  socorrer  a quem precisa, aconselhando-o estendendo-lhe a mão, dando-lhe ajuda no momento certo, economizando bens materiais,
Esbanjando amor e solidariedade, entendendo a criança e o idoso, o adulto que não teve infância e aquele que não sabe amar.

Este ano será um sucesso se...
Você der um “bom dia” de coração e
Enfrentar com esportividade as desventuras,
Semear a paz e o amor,
Vibrar com a felicidade alheia,
Com a beleza do sol acordando o dia,
Com a gota do orvalho na flor.

Este ano será um sucesso se...
Você valorizar cada vitória e o mundo de oportunidades
Que se abrirem diante de você e,
Começar cada dia com Deus!

Se você for sensível a tudo isso,
Então este ano será um sucesso para você e
Para os que viverem ao seu redor.

Interpretação do Texto

1)        O que você fará para que seu ano e das pessoas que o rodeiam na escola na família e amigos seja um sucesso?

2)        Para você que atitudes e sentimentos podem fazer com que o ano não seja um sucesso?

3)        Explique a segunda estrofe do texto com suas palavras.

4)        Em sua opinião é possível vivenciar todas as atitudes descritas no texto no dia a dia? Justifique.

5)        Procure no dicionário o significado das seguintes palavras:
a)        Intriga
b)        Intolerância
c)        Mesquinhez
d)        Solidariedade
6)        Agora, escreva frases com estas palavras.

7)        Faça uma ilustração sobre o texto.

RIO CORRENTE



















quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

REFERÊNCIAS

REFERÊNCIAS

BAHIA. Secretária de Infra-Estrutura. Superintendência de Recursos Hídricos. Livro da Água Escola & Comunidade. Salvador: Gráfica Santa Helena.


BARROS. Carlos PAULINO, Wilson Roberto. Ciências e Meio Ambiente: Água é Vida, p. 146-168, ed. 67ª, ed. Ática, 1999.


BARROS. Carlos, PAULINO, Wilson Roberto. Ciências e Meio Ambiente, Ar e saúde, p.210 – 214 ed. 67º, editora. Ática, 1999.


BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Meio Ambiente e SAÚDE. Brasília: V.9. MEC/ SEF, 1997.


BRASIL. Constituição da República Federativa. Brasília; Senado, 1998.


BRASIL. Constituição 1988. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 05 de outubro de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988.


BRASIL. Lei 9605, de 12 de fevereiro de 1998. A lei da Natureza: Lei de crimes Ambientais/ Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis. Brasília: IBAMA, 1998


COSTELLA, Roselane Zordan. O Que o ser Humano fez com o planeta? Jornal Mundo Jovem, Porto Alegre, p. 4, abr. 2001.


FELDEMAN. F. “Desafio é preparar o professor para a temática ambientalista” Jornal Mundo Jovem, Porto Alegre, n. 338, p. 12-13, jul. 2003.

Fascículo I, Meio Ambiente. A Terra está doente? Revista Nova Escola, Fundação Victor Civita, São Paulo, n. 167. p. 1 - 4. abr. 2003.


Fascículo II. Meio Ambiente. As primeiras cidades, o primeiro lixo. Revista Nova Escola, Fundação Victor Civita, São Paulo, n. 168. p. 1- 4. maio 2003.


Fascículo VI. Meio Ambiente. Brasil a maior potência ecológica do mundo. Revista Nova Escola, Fundação Victor Civita, São Paulo, n. 174, p.1-5, nov. 2003.

FUNDAÇÃO VICTOR CIVITTA. Oficio do professor. Meio Ambiente e qualidade de vida, São Paulo. 2002.


JÚNIOR, Olimpio. A consciência sobre a água. Disponível em: http:// www.cadê. com.br. Acesso em: 18 de set, 2006.


HERRMANN. Candina. Cidadania Ambiental, atitudes que fazem à diferença. Revista Mundo Jovem, n. 367, p. 12-13, jun. 2006.


INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE).  Perfil dos Municípios Brasileiros – Meio Ambiente 2002.  Disponível em <http://www.sfc.gov.br.Acesso em: 18/08/98
   
                 
LEITE, Ana Lúcia Tostes de Aquino; MININNINI-MEDINA, Nana, coord. Educação Ambiental: Cursos Básicos a Distância: Questões ambientais: conceitos, história, problemas e alternativas. Brasília: M.M. A; v. 5, 2 ed.2001.   


LEITE, Ana Lúcia Tostes de Aquino; MININNINI-MEDINA, Nana, coord. Educação Ambiental: Curso Básico a Distância: Documentos e Legislação Ambiental. Brasília: M.M. A; v. 5, 2 ed. 2001.

LEITE, Ana Lúcia Tostes de Aquino; MININNINI-MEDINA, Nana, coord. Educação Ambiental: Curso Básico a Distância: Gestão de Recursos Hídricos em Bacias Hidrográficas sob a Ótica da Educação Ambiental. Brasília: M.M. A; v. 5, 2 ed. 2001.


LEITE, Ana Lúcia Tostes de Aquino; MININNINI-MEDINA, Nana, coord. Educação Ambiental: Cursos Básicos a Distância: Educação e Educação Ambiental II. Brasília: M.M. A; v.5, 2 ed.2001.


LUIZ, Leliana Casagrande. Educação Ambiental Processo Transdisciplinar Conciliando a Teoria com a Prática. In. Universidade Norte do Paraná. Curso Normal Superior: Habilitação para os anos iniciais do ensino Fundamental-módulo 5. Londrina: UNOPAR CDI, 2005


MAIMON, D. Ensaios sobre economia do meio ambiente. Rio de Janeiro: APED, 1992.


NASCIMENTO, Elizabeth. Maxi Pesquisa: Geografia do Brasil. 6 ed. São Paulo: D’ Livros Editora , 2003.

REIGOTA, Marcos. Meio Ambiente e Representação Social; Prefácio de Nilda Alves- 6. Ed. São Paulo, Cortez, 2004. (Questões de nossa época; v. 41).


SILVA, Mônica Maria Pereira. Meio Ambiente: repensando nossas atitudes Revista Mundo Jovem. n.147, p. 3.2003.


_______Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia. Guia Prático de Educação ambiental e Cidadania. Salvador Conder, 2003. 71, p, it.  tab.


_______Almanaque Abril. A Escassez da Água. 28ª ed. editora Abril. São Paulo. 2002.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

CONSIDERAÇÕES FINAIS.

A humanidade vive um momento no Planeta Terra em que suas atitudes descontroladas de desenvolvimento e grande crescimento populacional estão afetando a vida de todos os seres existentes.  A cada dia ouvimos de noticiários desastres ambientais e ecológicos que prejudicam os recursos naturais existentes e a biodiversidade. As informações mostram que o homem é o principal causador dessa destruição, pois ele está diretamente ligado à natureza.
A destruição do ambiente piora as perspectivas de vida das gerações atuais e futuras. A vida no Planeta necessita de cuidados gerais, o homem de hoje deve analisar suas atitudes diante do meio ambiente e dos recursos naturais, o contato e o cuidado com o ambiente saudável só trazem benefícios e os resultados só virão a curto, médio e longo prazo. O que precisamos sempre é de informação sistemática, conscientização e amor pela vida. Como nós sabemos o Planeta Terra pede socorro e, se não cuidarmos dele a vida pode se extinguir. A escola munida de uma Educação de qualidade possibilita a compreensão da necessidade de preservação da natureza. A família, a comunidade e os meios de comunicação agem como ponto fundamental nessa conscientização. Cada um deve fazer a sua parte, pois a preservação surge com a menor possibilidade de destruição ambiental. Um simples papel de bala no meio escolar colabora com a poluição, pois ao juntar os papéis de cada pessoa, teremos cestos cheios de lixo. Se cada família orientasse seus filhos em casa sobre estas questões estaríamos prestando um grande favor ao ambiente.
Quando pensamos em degradação ambiental nos surge à idéia de outro lugar distante de nós, mas ela está bem aí, ao nosso lado, convivemos diariamente com ela. O consumismo sem medida o uso de produtos industrializados, o descartável que facilita a vida e prejudica o ambiente. A questão ambiental por ser complexa deve inserir o político e o social e somente uma reflexão critica, estudo, informação, envolvimento, sensibilização, desenvolvimento de valores e comportamento educam na prática de atitudes saudáveis. Ela visa desenvolver no indivíduo sentimentos e emoções e o amor à natureza.
Preocupados com os problemas ambientais desenvolvemos na escola uma intervenção a respeito do assunto com as crianças do ensino fundamental, enfatizando que quanto mais cedo se recebe educação ambiental, mais estaremos contribuindo para a preservação do ambiente, pois a Terra é nossa mãe, ela precisa ser tratada, ser cuidada, ser preservada. O Planeta em que vivemos o ar e a água são nossa fonte de vida e retiramos dele o nosso alimento, pois a Terra é um ser vivo ela pulsa e respira e para a continuação da vida de todos os seres o homem precisa desenvolver mais consciência ambiental e adotar práticas sustentáveis de desenvolvimento. O progresso deve continuar, mas de maneira estruturada, temos de mudar as atitudes de desrespeito à natureza, e, realmente o estudo e a conscientização são os principais instrumentos de mudança de atitudes do homem, juntos desencadeiam mudanças de atitudes e comportamentos.
O produto deste trabalho foi muito significativo, pois sabemos que ele é fundamental na proposta do desenvolvimento sustentável, falamos sobre os problemas locais o uso inadequado de certos produtos, a quantidade de lixo produzido, o lixo que polui a cidade, o local onde é lançado. Aprendemos e ensinamos, e estamos certos de que sempre há algo a acrescentar. Sabemos que o pouco tempo de intervenção e o contato direto com os alunos foi pouco, mas o suficiente para plantarmos a semente da esperança. Pois se cada um dentro de suas possibilidades interagirem e por em prática o que foi orientado, o mundo com certeza será melhor e a natureza agradecerá.  A intervenção foi adequada e bastante positiva, pois houve uma interação muito boa. As crianças participaram ativamente e discutimos o que foi planejado. 

METODOLOGIAS/ANÁLISE E DISCUSSÃO DE DADOS.

METODOLOGIAS.

A presente pesquisa bibliográfica foi realizada baseada em estudos teóricos com base nos dados obtidos no estágio de intervenção realizada em uma Escola da Rede Municipal de Ensino localizada na cidade de São Félix do Coribe no oeste da Bahia. É considerada de grande porte, atendendo alunos de classe baixa do Ensino Fundamental.
A escola escolhida para realizar este projeto possui uma clientela humilde, simples e acolhedora, dos quais muitos não têm acesso a diversos meios de comunicação. As famílias dos alunos na grande maioria são carentes, não há muita informação direcionada as questões ambientais, uso de tecnologias, e consciência da destruição dos recursos do planeta. A grande parte das informações recebidas pelas crianças provém da escola e do trabalho executado pelo professor. Esta pesquisa pressupõe a necessidade de uma relação direta com o objeto a ser estudado, portanto, foi realizada uma observação sistemática objetivando analisar os procedimentos das pessoas diagnosticando o comportamento dos mesmos em relação à situação ambiental dentro no espaço educativo e na comunidade.
A metodologia utilizada no estágio foi de diálogo e observação e as atividades realizadas foram organizadas de maneira que despertasse no aluno a necessidade de observar o ambiente a sua volta de modo especial, mantendo a harmonia e conservação dos recursos naturais, conscientizando-os que a natureza dispõe de recursos e que esses podem se esgotar e que para haver continuidade depende unicamente da ação de cada um. Foram utilizados textos reflexivos sobre questões ambientais que afetam o planeta, a fim de que houvesse uma discussão da ação incorreta do homem na utilização dos recursos, buscando propostas e alternativas de melhorar a qualidade do ambiente.                                                                                               

ANÁLISE E DISCUSSÃO DE DADOS.

Verifica-se nesta investigação de cunho qualitativo, estudo teórico e observação direta, tratando do tema ambiental inserido no contexto escolar realizado pelo observador. Baseando-se no conhecimento dos sujeitos e relacionando com os teóricos. Percebe-se pela intervenção feita que a comunidade escolar precisa se informar mais sobre as questões ambientais, pois os alunos não vivenciam em suas casas com suas famílias a necessidade e a importância da preservação ambiental para gerações futuras, a escola é a principal fonte de informação para essa comunidade, tendo em vista que a maioria dos alunos só recebe orientação do meio escolar.  
Percebe-se que os educadores têm uma grande preocupação com o tema ambiental, mais a informação dada muitas vezes não é colocada em prática e nem levado a sério, por ser tratada apenas como conteúdo didático e não haver mobilização da comunidade é necessário apoio familiar e muita conscientização por parte de todos, segundo os PCNS “A escola é uma instituição social com poder e possibilidade de intervenção na realidade. Assim, deve estar conectada com as questões mais amplas da sociedade, incorporando-as a sua prática.”.
Para que os objetivos do tema Meio Ambiente sejam atingidos é necessário que toda a comunidade assuma esses objetivos onde todos devem estar envolvidos cada um na sua função, pois, o espaço escolar é o meio de mobilização e mudanças de valores e atitudes.
O professor sendo um agente transformador deve proporcionar aos alunos uma grande diversidade de experiências a serem adotadas no meio familiar e ensinar-lhes forma de participação para que se possam ampliar a consciência ambiental e assumir de forma independente e autônomas e valores voltados a proteção e melhoria.    
A Educação Ambiental visa não só a utilização racional dos recursos naturais mais basicamente à participação de todos os cidadãos nas discussões e na tomada de decisões sobre a questão ambiental, tendo em vista que a humanidade necessita estabelecer um convívio equilibrado com a natureza, sem destruí-la, baseado no diálogo entre as gerações e culturas em busca de exercer a sua cidadania.
Segundo (REIGOTA, 2004) pensar em uma mudança radical da sociedade, tendo como base uma perspectiva ecológica, é uma utopia que não deve ser entendida como ingênua ou impossível, mas como um conjunto de idéias que tende a gerar atividades visando mudanças no sistema prevalecente. Nessa mudança fica implícito que o cidadão atua, exige e constrói os recursos naturais disponíveis, assim como afirma o autor. O que evidência em temos de educação, é a necessidade de um trabalho vinculado aos princípios de dignidade do ser humano, da participação, da responsabilidade e solidariedade. Percebe-se que é necessário mudar as concepções de mundo e as relações cotidianas com o meio natural e construído, analisando os níveis de consumo e a participação política para que se possam estabelecer diretrizes mínimas para a solução dos problemas ambientais que preocupam a todos.
Diante do contexto atual nota-se que é preciso redefinir o modelo de desenvolvimento e de educação tendo em vista que o desenvolvimento sustentável é a base para o equilíbrio da natureza.     
As preocupações e os problemas diários fazem com que as pessoas não pensem sobre questões importantes do meio ambiente e nem de atitudes saudáveis de preservação, nem mesmo dentro da própria casa. A escola funciona como desencadeadora de práticas de agressão à natureza e do seu descuido para com o ambiente. O mau uso e desperdício de material escolar, os alimentos industrializados que além de poluírem o meio ambiente, agridem a saúde e o bolso.
A conscientização dos problemas ecológicos deve ser despertada em todos os sentidos. O homem pode e deve continuar sua existência na natureza, mas precisa mudar suas atitudes perante os recursos naturais, a qualidade de vida e a existência do planeta, implicam em saber usar adequadamente os recursos existentes hoje, para torná-los disponíveis as gerações futuras, cada um fazendo a sua parte dentro de seu próprio ambiente, sua cidade, sua casa, tudo se torna mais fácil.

3.3 O lixo.

3.3 O lixo.
Os agentes químicos aplicados no solo podem ser agrotóxicos que em geral persistem no solo por longos períodos. Os detritos de animais podem poluir os cursos de água, quando tratados inadequadamente; os lixões da cidade por sua vez, têm sido destinados ao solo como os lixões a céu aberto ou na forma de “aterro sanitário”.
 Sobre os lixões, LEITE. A; MININNI-MEDINA, N. (2001), afirmam que:

   “Quando em lixões” a céu aberto a poluição do solo pode resultar em aspecto estético desagradável, maus odores, resultantes da decomposição dos resíduos; proliferação de insetos e roedores; transmissores de doenças; possibilidade de acesso de pessoas, podendo ocasionar doenças por contato direto; poluição da água subterrânea e superficial, por meio da infiltração de líquidos e carreamento de impurezas por escoamento superficial; possibilidade de queima dos resíduos com incômodos à população e causando a poluição do ar; além da desvalorização das áreas próximas aos lixões. (LEITE. A.; MININNI-MEDINA, N.  p. 228-229).

Muitas doenças poderiam ser evitadas se tivéssemos cuidados com o meio ambiente e com a nossa saúde, procurando consumir produtos naturais, evitando os artificiais, contribuindo assim para a diminuição do lixo doméstico, consumindo apenas o essencial, evitando assim o desperdício e a produção exagerada de lixo, pois a sujeira exposta no meio ambiente é responsável por boa parte dos problemas que enfrentamos. Se o ambiente estiver limpo, estaremos evitando a proliferação de doenças.
 A sociedade nas últimas décadas vem desenvolvendo práticas saudáveis de reciclagem de lixo, onde o lema é “lixo é luxo” transformam o lixo em novos produtos de boa qualidade, contribuindo com a preservação ambiental. No total, são produzidas cerca duzentos e vinte e oito mil toneladas de lixo por dia no Brasil. Desse total, 73% têm como destino final aterros sanitários (técnica de disposição do lixo que garante maior controle da poluição ambiental) ou aterros controlados (quando o lixo é coberto com uma camada de terra). Vinte e um por cento, ou seja, aproximadamente 48 mil toneladas, vão parar nos lixões a céu aberto. Quando não é tratado, o lixo expõe as pessoas a várias doenças (diarréia, amebíase, parasitose, entre outras) e contamina o ar, o solo, as águas e os lençóis freáticos. Ele pode também provocar enchentes, por causa da obstrução de rios e córregos pelo material jogado em locais inadequados. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as 13 maiores cidades do país são responsáveis por quase 32% de todo o lixo urbano, e cada brasileiro, nas cidades com mais de 200 mil habitantes, produz de 800 gramas a 1,2 quilos de lixo diariamente. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 1999, do IBGE, em 1998 os serviços de limpeza e coleta de lixo municipais atingiram 92,4% das residências urbanas do país.
 O art.225 encabeça as disposições sobre o meio ambiente:

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Podes Público e a coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para futuras gerações. (CONSTITUIÇAO FEDERAL DO BRASIL, TITULO VIII, cap.VII)

Em relação à classificação o lixo pode ser classificado de acordo com sua natureza física, composição química, origem e riscos potenciais ao meio ambiente, entre outros fatores. A maior parte do lixo domiciliar no Brasil é composta de matéria orgânica. O lixo hospitalar produz quatro mil toneladas por dia é proporcionalmente pouco em relação ao total, mas 20% podem ser considerados patogênicos, tóxicos ou radioativos. Apenas 14% dos municípios brasileiros dão destino adequado ao lixo hospitalar, que deve ser incinerado, queimado em forno de microondas ou tratado em autoclave (esterilização por meio de vapores). Já a parte radioativa deve ser entregue à Comissão Nacional de Energia Nuclear. Na maioria dos municípios brasileiros, o lixo hospitalar não recebe tratamento específico e é misturado aos resíduos urbanos, o que coloca em risco as pessoas que vivem da coleta e reciclagem do lixo. As prefeituras que não separam o lixo hospitalar correm o risco de ser enquadradas na Lei de Crimes Ambientais.
Ultimamente tem crescido a preocupação com materiais tóxicos, que são produzidos com mais freqüência como: pilhas, baterias de telefone celular, pneus e catalisadores de automóveis, que, quando jogados fora, podem aumentar os problemas sanitários e de contaminação. A pilha, por exemplo, deixa vazar zinco e mercúrio, dois metais extremamente prejudiciais à saúde. Desde julho de 1999, uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) responsabiliza fabricantes e comerciantes pelo destino final desse tipo de produto, depois que forem descartados pelos usuários. Dos 2,9 milhões de toneladas de resíduos industriais que oferecem riscos à saúde, menos de um terço (28%) recebe tratamento adequado, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre). A legislação brasileira sobre o controle de resíduos industriais tóxicos ainda é muito falha, o que facilita a multiplicação de depósitos clandestinos.
O governo federal implanta em 2001 a Política Nacional de Resíduos Sólidos, gerenciada pelo Conama, com o objetivo de administrar os resíduos de maneira sustentável. Isso pode ser feito pela redução do consumo e pela reciclagem de materiais. Nesse mesmo ano, projetos de gerenciamento integrado de resíduos sólidos urbanos beneficiaram 114 prefeituras.
A partir da década de 1980, a reciclagem começa ser discutida no Brasil como mais uma forma de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Hoje, o país recicla 78% do alumínio e é líder mundial nesse tipo de reaproveitamento. Entre os materiais recicláveis, o alumínio é o mais valioso. Isso porque sua produção, a partir da bauxita, exige um gasto de energia elétrica elevadíssimo, e a reciclagem permite uma economia energética de 95%. Além disso, o reaproveitamento ajuda a preservar as jazidas de bauxita, previstas para durar, no máximo, 100 anos. Há outros ganhos ambientais. A poluição da água é reduzida em 97% na reciclagem, em comparação com a produção a partir da matéria-prima, e a atmosférica também cai.
A coleta seletiva se caracteriza pela separação dos vários tipos de resíduo, o que permite o reaproveitamento de alguns materiais, como papel, plástico, vidro e alumínio. Em 2002, dos 5.560 municípios brasileiros, 192 realizam a coleta seletiva, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, mas em muitos ela atinge uma parcela bem pequena do lixo produzido. Essa abordagem enfatiza o conceito de desenvolvimento sustentável, que liga o desenvolvimento econômico à preservação ambiental. Todavia, precisamos valorizar e incentivar o consumo de produtos reciclados, pois agindo assim, estamos favorecendo o meio ambiente.






3.2 Recursos hídricos.

3.2 Recursos hídricos.
Água substância de molécula composta por dois átonos de hidrogênio (H2o), constituinte fundamental da matéria viva e do meio que a condiciona. Suas propriedades químicas e físicas diferem muito das de qualquer outra substância. São elas que caracterizam a natureza do mundo em que vivemos. A água até pouco tempo era considerada um recurso natural “renovável”, abundante e “infinita”, usada e desperdiçada de forma errada, tornou-se um bem precioso, e cara para a nossa sociedade. A água foi formalmente considerada um “bem econômico”, na Conferencia Internacional sobre a água e o Meio Ambiente, ocorrida em janeiro de 1992, na Irlanda, bem como no capítulo 18 da Agenda 21.
Sendo a água considerada um bem “mineral” importante.  A gestão desse Bem Comum, social e estratégico, indispensável à vida, deve ser tratada pelo governo e sociedade com a mais alta prioridade. O uso múltiplo e integrado das águas bem como a minimização dos impactos ambientais decorrentes, é um objetivo que deve ser constantemente perseguido. A conservação dos recursos hídricos está ligada ao seu uso pela sociedade. A água, como tantos outros recursos que existe na natureza, é vista como estando à disposição, para atender às necessidades da sociedade humana. A crescente utilização, (exploração) desse recurso faz-se perceber a necessidade de controle desse bem, para que assegure a sua disponibilidade futura. Há uma necessidade de mudança de atitude na utilização desse recurso. Trata-se, pois de Consciência Ambiental. O controle advém da necessidade constatada do fim desse recurso, pois, a poluição e envenenamento afetam a qualidade e o desperdício afeta a quantidade.
A proteção qualitativa e quantitativa da água é um dos problemas mais sérios, pois a falta deste líquido ou o mau aproveitamento dos recursos existentes, ligados a um aumento populacional, representam uma ameaça a sua sobrevivência, tendo em vista que a atividade humana vem causando nos últimos anos um grande impacto ambiental nos ecossistemas aquáticos.
O uso correto e planejado dos recursos hídricos favorece a vida do homem e de todas as espécies vivas do Planeta, mas o desperdício e o uso ilimitado desse recurso natural transgridem a lei da natureza e afeta o próprio homem. A grande quantidade de habitantes na terra também afeta e provoca a falta de água.           A população mundial em 1950, era de 2,5 bilhões e no ano 2005 o número passou para mais de seis bilhões e os recursos hídricos não são suficientes para a população. Segundo pesquisadores, a água que o planeta dispõe, só é suficiente para 20 anos, já que a maior parte da água não pode ser consumida e somente 1% do líquido é potável; 2% estão solidificadas em geleiras e icebergs; e 90% dela correspondem à água de oceanos e mares. Dados comprovam que 1,3 bilhões de pessoas, já têm escassez de água potável.
“Tales de Mileto, um filosofo grego, acreditava que a água era o princípio de todas as coisas. Tales tinha razão à água é um elemento presente em todos os seres vivos da Terra” (apud RADESPIEL, 2004). 
De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), o consumo da água aumentou seis vezes mais nos últimos 70 anos e se nada for feito em 2025, dois bilhões e 700 milhões de pessoas estarão sem água até mesmo para beber. A poluição ambiental tornou-se um dos principais problemas de degradação ambiental detectou-se que aproximadamente 80% das enfermidades sejam contraídas por água contaminada, outro fator prejudicial é o desperdício nas residências.
Uma das principais destruições desse líquido tão precioso é o desmatamento desenfreado dos locais onde se localizam as nascentes, a destruição das matas ciliares nos leitos dos rios e também o avanço agrícola.
De acordo com a ONU, no século 20 o uso da água cresceu duas vezes mais que a população. A situação é tão preocupante que há quem preveja uma guerra mundial originada por disputa em torno desse líquido. Para não se chegar a esse ponto, a saída é poupar – e o esforço tem de ser coletivo “são questões de comportamentos e atitudes que se encerram no centro da crise” diz o relatório da ONU sobre a água no mundo (...). Em âmbito mundial, a ONU determinou o período entre 2005 e 2015 como década internacional da água pela vida (...) (REVISTA NOVA ESCOLA, p. 50, jun./jul. 2004).
A água é um recurso natural indispensável para vida e o homem sempre precisou dela para sua sobrevivência. A maioria das cidades se originou próximas a redes fluviais, pois o abastecimento das residências era facilitado devido à proximidade dos rios. Um povoado vai se formando e se instala nas margens de uma fonte de água e com o passar dos anos o aumento populacional ocorre e a degradação das ribanceiras e a poluição, forçam os habitantes buscarem novos suprimentos de água pura em locais cada vez mais distantes e a desenvolver técnicas de reproduzir o fenômeno da autodepuração natural das águas, mediante a qual todos os detritos orgânicos despejados nos rios se acabem decompondo por si próprios. As águas além de servirem para o consumo, também são utilizadas para depósito de lixo e rede de esgotos. No Brasil isso não foi diferente, por ser privilegiado em termo de águas o povo usou e abusou desse recurso natural tão importante, poluindo, desperdiçando, degradando e contaminando a água, e hoje, o que temos é escassez de água, contaminação de lençóis subterrâneos e assoreamento em muitos rios brasileiros.
Percebe-se que esse recurso natural que antes era considerado um recurso abundante, infinito, está escasseando e muitas regiões brasileiras estão sendo afetadas. A água se não for bem utilizada pode deixar de existir e a sociedade precisa conscientizar e utilizar meios e práticas sustentáveis para que esse bem tão precioso não falte. O desperdício precisa ser trabalhado em cada indivíduo de modo a cada um se conscientizar da necessidade de adotar práticas sustentáveis de conservação. 
O problema de escassez da água que afeta várias regiões do Brasil vem se agravando cada vez mais, se não houver cuidados e conscientização, poderemos ficar sem ela. O Brasil possui uma das maiores redes fluviais do Planeta, é dotado de recursos hídricos, possui 46% do potencial de água doce do mundo. Com tantos recursos hídricos e bacias que banham vários estados, o Brasil não deveria se preocupar com a crise da água, pois é considerado o país das águas. Mas a situação é crítica e hoje no Brasil e no mundo cresce a convicção de que a natureza se esgota, não há possibilidade de manter o potencial de água para satisfazer as necessidades de todos, com tanto mau uso e desrespeito com o patrimônio público. Além de ser pouca água para muita gente, devido o crescimento demográfico acelerado. O Brasil sofre com essa crise, pois a destruição dos recursos naturais altera o período de chuvas nas regiões, tornando-se mais escassa e produzindo diversos problemas para a sociedade. Os rios secam e falta água para a produção na lavoura e para os animais. A maior concentração de água pura do Brasil encontra-se na Bacia Amazônica e esta não chega a todas as regiões. Há crises em várias cidades. 
Com a crescente urbanização e industrialização observa-se uma degradação da qualidade das águas, especialmente da água doce. No Brasil 90% dos esgotos domésticos e 70% dos esgotos industriais são lançados nas águas dos rios e dos lagos sem nenhum tratamento ficando impróprios para o consumo, a degradação dos recursos hídricos também estão ligados ao desmatamento, às queimadas e pela irrigação da agricultura que além de poluir com agrotóxicos ainda provocam um grande desperdício. Os esgotos industriais e domésticos, além de resíduos agrícolas vêm saturando a capacidade de autodepuração dos rios e das águas que tornam se depósitos de nitratos-fosfatos, agrotóxicos, metais pesados e outras substâncias tóxicas, transportados pela erosão dos solos. Essa poluição acaba desaguando no mar, que ainda recebe lixo tóxico e vazamento de petróleo. Quanto a água dos lençóis freáticos, ficam cada vez menos potáveis. Os agrotóxicos, esgotos e vazamentos de gasolina, além de outros produtos tóxicos lançados no solo, provocam cada vez mais sua contaminação. Uma vez poluídos os lençóis subterrâneos ficam contaminados por muito tempo, já que não contém microorganismos para degradação e a circulação da água se dá muito lentamente. A poluição das águas seja por ação bacteriológica, decorrente do contato com dejetos humanos, seja por ação química, decorrente de substâncias nocivas nos cursos de água é um dos grandes problemas atuais. No caso dos ecossistemas aquáticos, as maiores ameaças são poluentes de origem orgânica produzidos tanto pelos dejetos domiciliares quanto pelas indústrias e, ainda, o fósforo, presente em produtos como os detergentes. Em contato com o nitrogênio, o fósforo estimula o crescimento de enormes quantidades de bactérias azul-esverdeadas. O processo, que deixa as águas de rios e represas verdes, provoca a perda de oxigênio e a conseqüente mortandade de peixes. Despejado sem tratamento em rios e córregos, ou muitas vezes deixado a céu aberto, o lixo contamina as águas da superfície e subterrâneas. A impermeabilização desordenada do solo é um dos motivos do aumento no número de enchentes e inundações. Transformadas em verdadeiras ilhas de concreto, com poucas áreas verdes preservadas, as cidades sofrem ainda com a elevação da temperatura e com a poluição sonora e visual. Isso preocupa cada vez mais os governos, ONGs e ambientalistas, que têm-se dedicado a elaborar programas de preservação e desenvolvimento sustentável específicos para as grandes cidades e conglomerados urbanos. Outro fator que afeta o curso das águas é o desmatamento. O solo fica desprotegido e quando chove, a água da chuva carrega para os rios parte do solo nu, com seus nutrientes. Os solos ficam pobres e os rios assoreados.
Para Leite (2001) o desmatamento causa:
Diminuição da quantidade de água dos rios, porque aumenta a evaporação da água e diminui sua infiltração no solo; Empobrecimento do solo, que fica desprotegido e perde a camada mais fértil; desaparecimento de plantas e animais que viviam na mata; aumento das pragas na lavoura, porque, sem a mata, os pássaros e outros animais que comiam os insetos vão embora (...) Quando se retira a cobertura vegetal do solo, a água da chuva atinge diretamente o solo sem atenuadores de impacto, causando sua compactação e o escoamento superficial da água, que corre rapidamente para as regiões de topografia mais baixa, produzindo inundações em baixadas e enchendo rapidamente o nível de água dos rios.
A poluição dos rios e enseadas já é detectada em várias cidades do Brasil. Falta água para a agricultura, o gado sofre com a contaminação das águas que no Brasil quintuplicou nos últimos 10 anos, segundo o relatório O Estado Real das Águas no Brasil (2003-2004). O problema na maior parte dos rios é o desmatamento, degradação de matas ciliares, erosão e/ou deslizamento de encostas e expansão da agricultura ou pecuária.
Uma vez modificado o solo, para cultivo ou por desmatamento, tem início a erosão, processo que "rouba" entre 500 milhões e um bilhão de toneladas de solo por ano. O arraste de partículas constituintes do solo se dá pela ação da chuva, além da própria erosão geológica ou normal, que nivela a superfície terrestre. As regiões mais atingidas pela erosão estão no cerrado brasileiro, com a ocorrência de voçorocas, processo de erosão que assume grandes proporções. Com o solo, a erosão arrasta nutrientes, matéria orgânica, sementes e defensivos agrícolas, que, além de prejuízos econômicos da ordem de 13 bilhões de dólares anuais, poluem os recursos hídricos.
Segundo dados do IBGE (2002), “inundações, deslizamentos de encostas, secas e erosão são os desastres mais comuns no Brasil: 41% das cidades do País foram atingidas por pelo menos um deles e 47% sofreram prejuízos na agricultura, pecuária ou pesca, devido a problemas ambientais”.
O desenvolvimento sustentável dos recursos hídricos deve atender as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de gerações futuras. A água não pode ser desperdiçada, pois, apesar, de o planeta terra possuir ¾ de água, ela está mal distribuída,  em  algumas regiões tem muita água outras quase não têm. É preciso mais que conscientização é preciso ação por parte de todos, pois a água é um importante nutriente para todos os seres vivos, ela é indispensável à vida e sem a água nenhuma comunidade poderia subsistir. Surge, pois, a necessidade de cuidar do respectivo abastecimento, consumo moderado e respeito, tendo em vista a sua continuidade para futuras gerações.
Os ambientalistas não se cansam de chamar atenção dos governantes e principalmente da opinião pública para o descaso com que as gerações atuais tratam à água e que a poluição ameaça a vida de todos os seres que habitam o planeta Terra.
Os rios que servem de abastecimento para os seres vivos sofrem com a descarga contínua de dejetos industriais, fertilizantes, defensivos agrícolas e outros, todo esse material orgânico e inorgânico produz um substância que reduz a quantidade de oxigênio na água, possibilitando o desenvolvimento de bactérias prejudiciais aos peixes, à saúde humana e outros organismos, haja vista que esses resíduos que são lançados nos rios e mares são altamente tóxicos.
Os defensivos agrícolas, especialmente os inseticidas são muito poluidores, entretanto, quando doses elevadas são acumuladas nesses organismos, eles podem chegar até o homem na forma de alimentos contaminados.
 Os mares podem sofrer ainda a contaminação pelo petróleo e seus derivados por esse tipo de poluição, dentre as substâncias mais poluidoras da água têm também os metais pesados, como o chumbo e o mercúrio; a sua presença de mercúrio é o mais grave por diversos motivos inclusive porque causa grandes prejuízos à saúde das populações, a estocagem de lixo pode comprometer seriamente as reservas de água das cidades, uma vez que esses resíduos são levados pelas águas das chuvas para os rios, ou as substâncias tóxicas podem se infiltrar nos corpos de água. O problema pode piorar, já que a quantidade de lixo tende a crescer na mesma proporção da necessidade de água de boa qualidade, o saneamento básico de uma cidade consiste, por um lado, em recolher os resíduos líquidos e sólidos dando-lhes um destino adequado, e, por outro, em oferecer água livre de impurezas para a população, cerca de 30% do que colocamos no lixo pode virar matéria-prima, as vantagens são: a conservação, a preservação ambiental, A economia com a reciclagem e também sobrariam 240 milhões de kWh de energia elétrica. Temos hábitos adquiridos que precisam ser repensados e mudar nossas ações para ajudar a natureza e garantir a própria vida. Outra grande vantagem do processo de reciclagem é que gastamos menos água e energia com a fabricação de produtos a partir da matéria-prima natural, além de economizar também os recursos naturais, reduzindo o desperdício e consumindo apenas o necessário.
Precisamos urgentemente mudar a nossa forma de agir e pensar no dia-a-dia, sobre a preservação e conservação da água, adotando novos hábitos e atitudes para salvar o nosso planeta e todas as espécies que nele vivem, pois sabemos que a água é fonte de vida e todas as espécies dependem dela.
O mau uso da água traz infinitos transtornos em todos os setores do ambiente e a biodiversidade sofre todas as conseqüências desse efeito. O uso racional dos recursos hídricos assegura a atual e as futuras gerações à necessária qualidade da água.
Segundo Almanaque Abril 2005, um dos grandes problemas ambientais do mundo contemporâneo é a chuva, neve ou neblina com alta concentração de ácidos em sua composição. Com denominação genérica de chuva ácida, sua origem são os óxidos de nitrogênio (NOx) e o dióxido de enxofre (SO2), liberados na atmosfera durante a queima de combustíveis fósseis (principalmente o carvão mineral). Esses compostos reagem com o vapor de água presente na atmosfera, formando o ácido nítrico (HNO3) e o ácido sulfúrico (H2SO4), que depois se precipitam. Até os anos 1990, os EUA eram os principais responsáveis pelo fenômeno, quando são superados pelos países da Ásia. Altamente dependentes de carvão, essas nações lançam na atmosfera cerca de 34 milhões de toneladas de SO2 ao ano. E os números devem triplicar até 2010, especialmente por causa da acelerada industrialização da China, da Índia, da Coréia do Sul e da Tailândia. Danos ambientais – Ao retornar à superfície, carregados pela chuva, neve ou neblina, os ácidos alteram as características do solo e da água, o que compromete lavouras, florestas e a vida aquática. Também danificam edifícios e monumentos históricos. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) estima que cerca de 35% dos ecossistemas europeus se encontram degradados pela chuva ácida. Esse tipo de poluição tem causado incidentes internacionais, porque os efeitos da atividade industrial de um país podem manifestar-se em uma nação vizinha. É o caso, por exemplo, de pontos da fronteira entre os EUA, grandes emissores de gases poluentes, e o Canadá, que recebe a chuva ácida em virtude da movimentação atmosférica. O problema pode ser evitado ou ao menos minimizado com fontes alternativas de energia ou com o uso de carvão com menor teor de enxofre.
Portanto, a poluição do ar afeta diretamente o ciclo da água na natureza, e o que se produz em determinado país, automaticamente afeta todo o Planeta. Portanto, todos os países devem se inserir e atuar na questão ambiental, promovendo educação para todos e desenvolvimento sustentável, com o não lançamento de poluentes na atmosfera, pois isso afeta a qualidade de vida de todos.